20/04/2011
da Assessoria do MAM-SP
Até o dia 26 de junho o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP) recebe a exposição Morada ecológica, que aborda as principais inovações da arquitetura contemporânea ao redor do mundo e a forma como a sustentabilidade vem influenciando a maneira de pensar as construções e desenvolvimento urbano na atualidade. Inaugurada em 19 de abril, com patrocínio da Duratex e da Elekeiroz, a mostra é parte de projeto itinerante da Cité de l’Architecture & du Patrimoine, de Paris, com a curadoria de Dominique Gauzin-Muller.
A exposição traz mais de 50 projetos pioneiros de arquitetos de várias partes do globo para refletir sobre como a necessidade de preservação das já escassas reservas naturais vem alterando a maneira de pensar a arquitetura e o desenvolvimento urbano no século 21.
No século 19, a Revolução Industrial transformou radicalmente a forma de morar, com a criação das cidades, que no século 20 foram moldadas pelas interrogações sociais. Hoje, a permanência das indagações econômicas e sociais se amplia na preocupação com a manutenção do meio-ambiente.
“A palavra-chave da exposição que aqui é proposta por Dominique Gauzin-Müller, curadora-geral, é a abordagem dita holística, uma iniciativa global e multidisciplinar que amplia a reflexão dos atores e dos campos conectados à arquitetura: sociologia, economia, filosofia… Os projetos aqui apresentados ilustram essa iniciativa e são testemunha de que, além de a tomada de consciência ser internacional, ela também já é realidade na área”, define em seu texto para a mostra o presidente da Cité de l’Architecture & du Patrimoine, François de Mazières.
A entrada custa R$ 5,50, sendo franca aos domingos para todo o público. Além de visitas individuais, o museu também recebe visitações gratuitas em grupo, que podem ser agendadas pelo tel.: (11) 5085-1313 e email educativo@mam.org.br. Mais informações em www.mam.org.br
A exposição
Os projetos e arquitetos são divididos em quatro módulos temáticos, exibidos com vídeos e diaporamas (slide-shows) veiculados em 24 monitores, textos explicativos e plantas em grandes painéis.

Detalhe de vilarejo de Gourna (Egito, 1948). Projeto de Hassan Fathy. Foto: Chant Avedissian- Aga Khan Trust for Culture
No primeiro, figuram os Precursores do pensamento ecológico na arquitetura, como Frank Loyd Wright (EUA, 1868-1959) e sua casa-escritório-escola Taliesin, no Wisconsin (EUA) e o brasileiro José Zanine (Bahia, 1919-2001), pioneiro no pensamento de utilização sustentável das matérias-primas da Floresta Amazônica; entre outros.
Nos três módulos seguintes, Panorama internacional das práticas atuais, Contribuições sustentáveis à arquitetura francesa e Passando à ação, são mostrados os nomes e projetos contemporâneos em evidência no desenvolvimento de um novo conceito holístico de arquitetura sustentável, que leva em consideração o papel do indivíduo na sociedade, a preservação da natureza, os modos de produção e a criação de uma estética condizente com os novos desafios propostos pela consciência ambiental.
Nomes como Sarah Wiggleworth e Jeremy Till (Inglaterra), Walter Uterrainer (Áustria) e Alejandro Aravena, da Elemental (Chile), entram na exibição com projetos que aliam desde procedimentos tradicionais da arquitetura regional de seus países a premissas dos precursores, passando pelos recursos mais modernos, que possibilitam que uma casa seja feita de palha, papelão corrugado ou de barro, ou que suas paredes externas sejam de tecido impermeável, ou ainda que seus componentes sejam todos pré-fabricados.
Levar em conta a utilização inteligente de energia, da iluminação e da água naturais, a possibilidade de expansão dos projetos de acordo com o gosto de seu morador e a formação de vizinhanças que atendam as necessidades de regiões específicas, seja de comércio ou apenas residencial, são alguns dos assuntos debatidos na exposição, por meio dos projetos destacados e dos textos curatoriais e de especialistas. Com a exposição, o Museu de Arte Moderna retoma sua linha curatorial de arte e arquitetura, explorada em mostras como Quando vidas se tornam forma (2008), Flavio de Carvalho (2010), Gordon Matta-Clark: desfazer o espaço (2010) e Roberto Burle Marx 100 anos: a permanência do instável (2009). É a exposição sobre Burle Marx que sela a parceria entre o MAM e a Cité de l’Architecture & du Patrimoine. A instituição paulista e o Paço Imperial (RJ), que concebeu a mostra originalmente, com a curadoria de Lauro Cavalcanti, produzem a versão que abre para os franceses a partir do dia 22 de março, em Paris.
SERVIÇO
Exposição Morada ecológica
MAM – SP (Grande Sala)
Curadoria: Dominique Gauzin-Müller
Abertura: 19 de abril de 2011 (terça-feira)
Visitação: 20 de abril a 26 de junho de 2011
Local: Museu de Arte Moderna de São Paulo
Endereço: Parque do Ibirapuera (av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portão 3)
tel (11) 5085-1300
Horários: Terça a domingo, das 10h às 17h30 (com permanência até as 18h)
Ingresso: R$ 5,50
Sócios do MAM, crianças até 10 anos e adultos com mais de 65 anos não pagam entrada. Aos domingos, a entrada é franca para todo o público, durante todo o dia. Agendamento gratuito de visitas em grupo pelo tel. 5085-1313 e email educativo@mam.org.br
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